Segurança de dados

Saiba como adequar sua empresa à LGPD

Adeque o seu marketing o quanto antes, mesmo com impasses políticos

A constante mudança de datas do início da vigência da Lei Geral de Proteção de Dados, LGPD, parece estar chegando ao fim. Um dos primeiros prazos estipulados seria agora dia 14 de agosto, próxima sexta-feira. Com a pandemia algumas outras datas foram propostas e por meio de Medida Provisória a nova lei valeria a partir de maio de 2021, caso fosse aprovada.

O Senado e Câmara Federal devem decidir até o fim de agosto, em votação, sobre a MP 959. Na Câmara, a maioria dos deputados (253 x 210) foi a favor do adiamento para 2021, em maio passado na votação do PL (Projeto de Lei)  1179/2020. 

Mas a maioria dos senadores (62 x 15) derrubou a proposta, mantendo a largada da vigência para agosto de 2020. Na sanção desse PL, que virou a Lei nº 14.010, de 10 de junho de 2020, o presidente Jair Bolsonaro não vetou o prazo sobre o início da aplicação das sanções previstas na LGPD para 1º  de agosto de 2021.

O relator da MP, deputado Damião Feliciano (PDT/PB), tenta mudar a opinião da maioria formada na Câmara a favor da postergação para 2021, mas conta com o apoio apenas entre os deputados de oposição ao governo. Em seu parecer, apresentado na semana passada, ele acatou total ou parcialmente 56 emendas apresentadas por 26 deputados e 4 senadores com a supressão do artigo 4º da MP, que estabelece o adiamento para maio de 2021.

Mas como isso tudo afeta seu negócio? 

Essa lei específica surgiu devido à forma como os negócios modernos utilizam a informação como uma moeda de troca para que os usuários tenham acesso a determinados produtos, serviços ou conveniências. O problema maior nisso é que, até então, não haviam limites ou melhores práticas para controlar essa “economia digital”.

Para quem trabalha com marketing algumas alterações e alertas têm sido feitos, seguindo padrões europeus, já que ainda não existe a  Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANDP). A instituição terá como função regular as atividades referentes ao tratamento de dados pessoais, tanto no setor público, quanto privado.

Por exemplo, será necessário: adequação de Landing Pages e formulários para a obtenção de consentimento, Email Marketing, anúncios patrocinados, além de outras estratégias de Marketing Digital.  

A Empreiteira Digital ajuda você a modernizar o seu negócio, seguindo as diretrizes da LGPD.

Como se preparar?

Segundo relatório da consultoria ICTS Protiviti, 84% das empresas brasileiras não estavam preparadas para a LGPD até o final do ano passado. Então vamos a alguns pontos importantes.

Coleta de dados – A LGPD não impede o uso de informações para ações comerciais, como ao fazer campanhas e segmentar seu público para atingir determinadas pessoas, apenas prevê um controle maior do usuário.

Para evitar as multas que podem chegar até R$ 50 milhões, todos devem trabalhar de maneira mais transparente com os clientes, solicitando o consentimento por meio “eu concordo com os termos”.

Uma prática bastante utilizada por empresas atualmente é a compra de listas de contatos de empresas conhecidas como “data brokers”. São entidades que compilam e vendem informações de consumidores na internet. Nada disso será mais compatível.

O Marketing Outbound, que é uma maneira mais direta e ativa de abordar leads, precisará ser repensado. 

Privacidade – Alguns escândalos vieram à público, envolvendo inclusive o Facebook, que teria vazado informações de usuários. Então a pergunta ficou no ar, quem protegerá a privacidade das pessoas?

A nova lei obriga uma armazenamento e gerenciamento mais cuidadoso desses dados, pensando também em possíveis ciberataques, que possam causar divulgações indevidas. 

Um ponto importante é respeitar a escolha do usuário. Caso ele queira se descadastrar, ele terá o direito de retirar seu consentimento. E é seu dever informar como fazer isso. Retirar o consentimento deve ser tão fácil quanto foi fornecê-lo.

Especialista – Todos deverão ter um profissional especializado para lidar com todas essas informações. Essa pessoa terá que tratar esses dados e lidar eventualmente com os titulares das informações e autoridades responsáveis. Sempre prezando pelo respeito à lei.

Fazendo o mapa da empatia

Mapa da empatia, entenda quem são seus clientes

O mapa da empatia é um dos processos para entender melhor o seu negócio e público alvo e te ajudar a ter discurso e produto adequado

O mapa da empatia é uma tática do marketing para te ajudar a entender se seu serviço tem fit com o público que você imagina que irá querer consumir sua empresa. O que pode ser decisivo para qualquer negócio/ empresa. 

Nada mais é do que você entender o que motiva, quais são as dores, sonhos e desejos do seu público-alvo. O mapa é composto de seis etapas, guiadas por sete perguntas, que irá nos ajudar a compreender o universo que envolve o seu cliente ideal.

Perguntas e respostas para fazer o mapa da empatia

Para montar o perfil do seu cliente e entender o comportamento dele, te ajudando assim você a entender por quais canais seu marketing funcionará melhor. Vamos às perguntas:

1 – O que ele/ela vê? Que programas de TV, séries, redes sociais, sites, portais, jornais essa pessoa costuma assistir, observar, se interessar? Aqui é preciso pensar em tudo que acontece diante dos olhos dessa pessoa. Se ele segue alguns influenciadores, pessoas importantes, isso também é relevante.

2 – O que ele/ela pensa? Por que tipo de momento essa pessoa está passando ao procurar seu serviço ou produto? Existem negócios específicos para pessoas desempregadas, por exemplo. Então entender o que essa pessoa está sentindo, pensando, como ela vê o futuro pode ser de muita ajuda. 

3 – O que ele/ela ouve? Quem fala com essa pessoa, canais, influenciadores? Escuta rádio, podcasts? Quem recomenda coisas para ele, com quem ele conversa? Também ajuda muito a determinar por quais canais você vai se conectar com seu cliente.

4 – O que ele/ela fala? Que tipo de mensagens, bandeiras, assuntos essa pessoa costuma transmitir, conversar, etc. Quais são os valores que ela carrega nessa fala? Ela faz o que fala? Assim você saberá o perfil da sua comunicação, e que tipo de discurso irá usar. Assim sua empresa pode usar dos mesmos valores e gerar maior empatia. O famoso falar a mesma língua.

5 – O que ele faz? Quais são as atividades do dia-a-dia, como é a vida dessa pessoa? Gosta de esportes ou é mais caseiro? Passa muito tempo no trânsito? É estudante? Todos esses detalhes também podem te ajudar a criar empatia com seu público. Quanto mais informações melhor.

6 – Quais são as dores? Que problemas, insatisfações essa pessoa tem? Caso seu serviço ajude alguém a se profissionalizar, a estar mais perto de um sonho, é importante entender o que incomoda seu público. 

7 – Quais são as necessidades e desejos? O que essa pessoa quer, almeja? O que a faz feliz? O que é sucesso para ela? Entendendo os objetivos de vida de uma pessoa, você consegue entender como agregar e vender um serviço e produto.

Momento

Quando traçamos o mapa da empatia é fundamental que se atente ao momento que se imagina a persona. Como seres humanos passamos por diferentes dificuldades, desejos, fases, então nossos momentos mudam muito. 

Faça pesquisas

O ideal é que você acompanhe muito de perto seus primeiros clientes para entender mais a fundo como seu serviço/ produto está indo. Com pesquisas, telefonemas, essa aproximação pode-se ir aprimorando seu negócio.

O início de uma empresa é crucial para definir quais rumos e quanto tempo seu negócio pode durar. Conheça mais dicas e evite erros.